Etapa 1 - 09-09-2015 - Almograve - Almograve 52 Kms.

Mais um ano mais uma aventura, desta vez escolhemos o Litoral Alentejano com o Quartel General instalado na Pousada da Juventude em Almograve. Este ano com a equipa desfalcada no primeiro dia, por imponderáveis da vida, mas com mais um elemento feminino (D Bela).

Ainda não eram 7h00 da manhã e já os vizinhos madrugadores do lado batiam portas a fazer de despertador para os outros.

Ás 8h30 lá fomos tomar o pequeno almoço seguindo-se o preparar das "Burras" onde os prevenidos desta vez foram desprevenidos e os atrasados foram os primeiros a ficar prontos para a partida.

Demos início á etapa com uma visita á praia com a respetiva foto da praxe ,seguindo-se a incursão pelo Track que o mentor delineou para o dia de hoje ,logo com uma subida para aquecer os motores.

Rolámos vários kms em estradão e singel-track junto aos canais de rega em andamento moderado, passando pelo leito do rio Mira, mesmo com tanta moderação não deixou de haver mais falhas de navegação do que é habitual, mas logo houve quem tivesse uma justificação pois essa mesma pessoa tinha se esquecido de trazer o seu GPS.

Num desses enganos como castigo o Track que tinha-mos que seguir brindou o grupo com uma subida em que a inclinação atingiu os 28% o que fez que os betetistas tivessem que desmontar, na verdade nem todos.

Continuamos com mais algum sobe e desce e na última subida dois dos elementos fizeram a boa ação do dia ao libertarem um cabra que se encontrava presa com os chifres na vedação da cerca onde pastava, um bem haja para eles.

Pedalámos mais alguns Kms até interceptar a famosa Rota Vicentina em direção ao farol do cabo Sardão (o raio da areia atrapalhou bastante, já alguns suspiravam pelo almoço que surgiu na localidade do Cavaleiro (lá estavam as duas damas á nossa espera)  barrigas confortadas, tomado o café e atacamos os últimos 15 kms bastante rolantes com mais alguns troços de areia até chegar á base.

A tarde terminou com a ida a banhos (para quem quis) à praia de Almograve.

Agora estamos esperando ansiosamente pela chegada dos elementos que só hoje puderam  vir para o habitual jantar de grupo.

 

Etapa 2 - 10-09-2015 - Almograve 

Amanhã estava agradável para uma boa volta de bicicleta.

O pessoal bem disposto depois do pequeno almoço, estava motivado.

E motivado continuou depois de subirmos um single treck que nos levou até um estradão pelo qual disfrutámos de uma boas e calmas pedaladas.

Aproximamo-nos de Vila Nova de Mil Fontes.

Depois desta linda localidade, começamos a ter alguns problemas. Nada de belos estradões, nada de subidões nem de lamaçal. Simplesmente areia, areia e areia.

Após percebermos que alguns dos atletas tinham características para este tipo de terreno, outros não, não e não.

Mas as aventuras de bicicleta não se fazem só em cima das ditas, mas também ao lado. Assim, satisfeitos e já com alguma fome galgamos dunas e estradas de areia até chegarmos a um espaço ótimo para recuperarmos.

Que belo almoço. O mesmo de sempre, mas com muita vontade.

Depois da fruta e de um belo café na Ponta das Barcas, seguimos viagem.

Pois, pois. Estávamos na Rota Vicentina, a dos Pescadores. Então, areia, areia e areia.

Bem junto ao mar. Foi muito bom, descemos até a uma pequena baia para conseguirmos prosseguir a nossa viagem.

Encontrámos grandes plantações de relva, com certeza para os grandes campos de golfe que existem em Portugal.

Alguns dos ciclistas estavam cada vez mais cansados. Areia, areia e areia. A Rota dos Pescadores estava a fazer “mossa”.

Perto das 16 horas, começamos a avistar Almograve para alívio do pessoal.

Foram 53, 250 KM bem pedalados, suados, mas ultrapassados.

Nota : Ao mais velho do pelotão, foi-lhe atribuído o cognome de “O brinca na areia”

Tenho dito. VC

 

Etapa 3 - 11-09-2015 - Almograve

O dia amanheceu um pouco nublado. Ainda chuviscou mas nada de preocupante.

Iniciámos o trilho em Almograve, no meio de uma extensa quantidade de estufas.

Podemos observar que os locais também tinha grandes plantações de batata-doce.

Fomos visitar o Cabo Sardão. Estrada em terra batida mas em muito bom estado. Muito bonito.

Tivemos de voltar pelo mesmo caminho e dirigimo-nos para sul.

Voltámos a entrar em terra batida e fomos diretos ao Farol do Cabo Sardão.

Tomámos novamente a Rota Vicentina dos Pescadores. Os estradões bem melhores que os do dia anterior. Pedalávamos a poucos metros das ravinas, bem no alto, a vermos as ondas a baterem com violência nas rochas, bem lá em baixo.

Por vezes afastávamo-nos do mar, e a paisagem levava-nos para um ambiente de deserto, com arbustos e catos rasteiros característicos dessas zonas.

Seguimos junto à costa para Zambujeira do Mar. Ravinas, praias, rochas, mar, mar e mar.

Como bons fotógrafos que somos, a nossa galeria enriqueceu a cada quilómetro percorrido.

Bem-dispostos, atarefados com alguma areia que também surgiu, com as pequenas praias que descobríamos a cada quilómetro ecom a máquina sempre pronta porque motivos não faltavam, chegámos a Zambujeira dor Mar.

O almoço mais uma vez gostoso, elaborado com muito amor e carinho, restabelecemo-nos fisicamente, porque a alma não precisava. Após o café lá fomos estrada fora.

Passámos junto à Praia do Carvalhal, e como sabemos, depois de uma descida lá vem a subida.

A estrada passa pelo meio da Herdade do Carvalhal da Rocha, na qual pudemos observar alguns animais não habituais no nosso país.

Pois, e mais uma vez, areia. Praias, rochas, falésias, pequenos ribeiros, catos, canais de água, e por fim Odeceixe.

Voltámos para a Pousada, banho, lanche na praia, cerveja, jantar no Pescador e dormir.

Até amanhã.

VC

 

Etapa 4 - Dia 12 de setembro de 2015

Serra e praia

Ultimo dia de pedaladas. Pequeno almoço tomado e tudo para dentro da carrinha que já lá estavam as bikes desde o dia anterior para rumarmos ao Cercal do Alentejo. A etapa de hoje é Cercal-Cercal num percurso com serra e praia com pouco mais de 40 km.

Embora todos tenhamos gostado de diversificar a paisagem nos dias anteriores, voltar ao nosso ambiente preferido foi, sem dúvida, inspirador e deu mais alento às nossas cansadas pernas.

O terreno era de terra batida com dureza q.b. enquadrado por vezes com arvoredo que sombreava o caminho o que proporcionou agradáveis momentos turístico-desportivos.

A expetativa criada era de um perfil descendente mas fomos somando altimetria até chegamos a uma barreira de 20 e tal % na qual alguns, apesar do ritmo acelerado com que a atacaram, tiveram de parar devido ao tráfego cavalar que ali se processava e que poderia por em perigo a integridade física dos ciclistas.

Em compensação desfrutamos de descidas em troços fantásticos onde atingimos por volta de 40 km/h.

Por fim chegamos a Porto Covo onde, com muita admiração nossa, ainda não se encontrava a carrinha de apoio. Foi realmente de admirar porque as nossas carissimas e excelentes colaboradoras sempre nos habituaram a aparecer durante os percursos e desta vez não estavam lá.

Mas também não demoraram nada e concentramo-nos no que interessava… o almocinho de tortilha com salada de tomate e etcs.

Para a etapa da tarde contamos com menos um elemento devido a um problema biomecânico nas bielas e cambotas.

Sem mais percalços tomamos o caminho de volta por caminhos e estradões semelhantes aos encontrados de manhã com um ritmo que alguém considerou acelerado mas acho que não foi assim tanto.

Cedo chegamos ao Cercal com apenas uma pequena paragem a meio e assim finalizamos mais uma aventura em que tudo correu e decorreu bem como esperado.

E agora praia que se faz tarde.

 

 

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